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Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Mais disto, menos daquilo

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Passamos o nosso dia sempre a grande velocidade e algumas vezes nem paramos nos STOP. Mais tarde a vida acaba por nos apresentar as multas.

 

Cometemos excessos em determinadas áreas e deixamos outras em défice, mas com pequenas e simples mudanças podemos mudar estes padrões. Aquilo que temos mais constante nas nossas vidas são as mudanças, porque não introduzir pequenas mudanças para o nosso bem estar!?

 

Comer menos

Sim, a grande maioria de nós come mais do que aquilo que realmente necessita. Agora não vale ficar sem almoçar para comer menos e depois acabar cheios de fome a fazer escolhas menos positivas para a nossa saúde. Comer menos, fazer escolhas mais equilibradas e com foco nos benefícios para a nossa saúde. 

 

Andar mais

Já repararam que metade do nosso corpo é constituído por pernas, então vamos lhes dar uso. Caminhar é algo simples, natural e inato. Precisamos mesmo de ir aos correios de carro? Porque não ir a pé. 

 

Menos informação

Assim que acordamos queremos nos ligar ao mundo, Tv, Smartphone, Tablet, redes sociais, jornais... Não temos a capacidade de absorver tanta informação ao longo do nosso dia e com tantas distrações nem reparamos nas coisas boas que acontecem mesmo ao nosso lado. A verdade é que não precisamos estar sempre ligados!

 

Mais pausas

Todos precisamos de pausas, nem que sejam pausas de 5 minutos onde simplesmente não façamos nada. Até o nosso coração faz uma pequena pausa entre batimentos. Pequenas pausas ao longo do dia vai-nos permitir diminuir o ritmo e retomar o foco naquilo que é importante.

 

 

Livro "Menos é mais"

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Francine Jay a autora do livro, quando jovem, juntamente com o seu marido mudava de casa uma vez por ano. Inicialmente todos os seus pertences cabiam no porta-bagagens do carro. Mas com o tempo foi necessário alugar carrinhas de mudanças cada vez maiores. Foi aqui que Francine percebeu que as suas coisas estavam a complicar a sua necessidade de mobilidade.

 

A autora começou a querer viver mais as experiências e menos as suas coisas. Por outro lado, para ela o consumo deixou de ser sinónimo de felicidade e conduzia-a apenas a uma vida mais sobrecarregada tanto de coisas como de trabalho para as adquirir como para as manter. Todo este trabalho para coisas que a curto ou médio prazo se tornariam lixo e consumiram os recursos naturais do planeta.

 

Este livro é “Um Guia Minimalista Para Organizar e Simplificar a Sua Vida”. A autora, não só fala, da filosofia minimalista,  como explica cada um dos 10 passos para a organização e simplificação das nossas casas e também do minimalismo como estilo de vida.

 

Sem dúvida, um livro para ter na cabeceira neste ano 2017.

Estilo Minimalista

Ao pensarmos num estilo de moda minimalista pensamos em peças lisas de corte direito, brancas, pretas, cinza, beje e em azul escuro. Peças sem qualquer padrão e poucos acessórios sendo estes de design muito simples

 

Bem, eu considero que tenho um modo de vestir minimalista contudo não se enquadra totalmente na descrição. Não acho que tenhamos que nos limitar em relação as cores que usamos e ao corte da roupa. O mais importante é que nos fique bem e que vejamos a nossa roupa como um investimento, algo que nos vai servir pelo maior tempo que for possível.

 

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Para ter um Guarda-Roupa simples teremos de apostar em peças básicas e clássicas, aquele tipo de peças que nunca saem de moda. Claro que a indústria da moda todos os anos reinventa os clássicos mas não vamos por isso comprar todos os anos novas peças básicas. Uma camisa branca é uma camisa branca, o importante é que a peça lhe assente bem. 

 

Quanto a cores, não precisamos andar vestidos apenas de preto e branco. Existem várias cores neutras e sim, devemos apostar nos neutros mas para mim o mais importante é que  essas cores neutras sejam predominantes em peças como calças, casacos e sapatos pois são estas peças que devem ser conjugáveis com um maior número de outras peças. Podemos arriscar em uma maior paleta de cores em blusas, por exemplo. 

 

A qualidade é sem dúvida importante, agora a qualidade deve ser a melhor que o nosso dinheiro poder comprar. Fazermos com que as nossas peças durem o maior tempo possível passa, não só, pela sua qualidade como pela manutenção que lhe damos por isso lavar e passar corretamente são passos fundamentais para prolongar a vida da sua roupa ( Veja dicas de como lavar corretamente as suas roupas ).

 

Padrões ou melhor a ausência deles é fundamental para construir um guarda-roupa minimalista. Peças muito ornamentadas, facilmente se tornam cansativas e desatualizadas, por outro lado são mais difíceis de combinar com outras peças por "roubarem" muito a atenção. Apostar em tecidos lisos é sempre uma aposta acertada. Mas podemos arriscar em peças com detalhes, pequenos apontamentos que façam a diferença sem que destroçam a peça.

 

As tendências podem estar presentes no nosso roupeiro e são bem vindas, desde que venham acrescentar valor. Devem de ser peças versáteis, com a qualidade e durabilidade que pretendemos e que estejam em harmonia com o nosso estilo pessoal.

 

Acessórios são indispensáveis no caso de querermos acrescentar aquele toque pessoal aos nossos looks. Podemos usar colares, anéis, brincos, pulseiras, lenços, cintos, gorros... Mas atenção, para manter uma imagem simples não podemos usar tudo ao mesmo tempo. Queremos que os nossos acessórios sejam apenas um toque, não que sejam o foco da nossa imagem.

 

Podemos concluir que um roupeiro com muitas peças básicas e cores neutras pode-se tornar aborrecido e sem personalidade. Eu penso que, pelo contrário, um vestuário simples sem grande ruído permite que a nossa personalidade possa sobressair para além da nossa roupa!!

 

 

Frustração vs Compras

Tem dias que as coisas não nos correm bem, que nos apetece desistir de tudo tamanha é a frustração que temos em cima dos nosso ombros. Sabem como é? 

 

Tive um dia desses, um dia em que tudo parece correr mal e queremos apenas desistir. Dei por mim onde? No centro comercial!!!

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Foi lá com a desculpa de dar uma volta para me distrair. Entrei numa loja, entrei em outra loja e penso para mim que não faz qualquer sentido estar ali se não preciso de comprar nada

 

Rapidamente e ainda mais chateada comigo própria, volto para o carro e retomo o caminho de regresso a casa. Neste dia revi o meu comportamento antigo onde a cada dia mau, a cada frustração corria para as compras para que uma qualquer peça de roupa me fizesse esquecer.

 

Naturalmente nós seres humanos perante uma frustração, ou seja, quando algo não atinge as nossas expectativas tendemos a procurar uma forma prazerosa de substituir essa sensação. Existe várias formas, uma delas pode passar por fazer compras.

 

Por outro lado o consumo pode ser visto como uma tentativa de auto expressão. Ao adquirir determinado objeto ou determinada roupa queremos passar uma imagem que julgamos adequada ou necessária quer para os outros quer para nós próprios.

 

Muitas  vezes achamos que uma tarde nas compras é a melhor "cura" para muitos dos nosso males  mas apenas estamos a nos socorrer do Ter para camuflar muitas das nossas fragilidades e inseguranças.

Agenda - Boulet Jornal

 

Já tinha tentado todo o tipo de agendas, organizadores, cadernos e nenhum deles acabava por funcionar da melhor forma. Ou porque o espaço era pouco ou porque não o podia personalizar conforme as minhas necessidades entre outras coisas. Acabava por abandonar a agenda em pouco tempo e ter as minha tarefas apontadas em tudo quanto era folha. 

 

Adotei para minha agenda o Boulet Journal, um sistema de organização criado por Ryder Carroll. Este tipo de agenda permite que cada um a personalize à sua medida, permite, também,  acrescentar secções conforme vamos percebendo as nossas necessidades.

 

Tenho um pequeno caderno de capa preta com a resistência necessária para andar na minha mala.  A agenda é de folhas brancas o que me dá a liberdade necessária para fazer a minha própria organização. Pessoalmente organizo um mês de cada vez e faço-o nos primeiros dias do mês. Desta forma, consoante as minhas tarefas ou objetivos para esse mês posso criar ou remoer secções.

 

Para saber toda a informação sobre o conceito e passo a passo como construir este tipo de agenda, podem visitar o site do autor (bulletjournal.com) .

 

Que me dizem? Vamos organizar as nossas vidas? 

 

 

 

Destralhar

Este é para mim o primeiro passo a dar no sentido do minimalismo e de uma vida mais simples. Podemos destralhar tudo na nossa vida, as nossas rotinas, as nossas relações, os nossos compromissos , a nossa casa... Para mim a casa foi o ponto de partida e depois tudo o resto acabou por vir com naturalidade.

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Ao destralhar, separe as coisas que já não pretende que façam parte da sua casa minimalista em 3 grupos:

 

Para ir fora - Coloque todos os objetos partidos, danificados, rasgados ou avariados. Todos os materiais que seja possível reciclar coloque nos locais adequados para o efeito. 

 

Exceções - Se aquilo que esta estragado tem concerto e tem disponibilidade para o arranjar sendo que depois lhe vai ser, novamente, útil então deve de o fazer. Se não tiver essa disponibilidade mas sabe de quem possa ter e precise desse objeto, muito bem questione se essa pessoa tem interesse. 

 

 

Dar ou vender - Pode o fazer a todos os objetos que se encontrem em boas condições. Pode doar a instituições, ou dar aos seus amigos ou familiares. Atenção apenas dê as suas coisas caso as pessoas mostrem interesse em ficar com elas, não é muito correto destralhar a nossa casa e mandar a tralha para casa dos outros.

 

Para a venda pode usar sites destinados a esse efeito, contudo pode deparar-se com um problema, mesmo com preços muito simbólicos ninguém comprar. Por vezes aquilo que já não nos é útil pode também não ser útil a outras pessoas e a facilidade de comprar novo e algum estigma em adquirir objetos usados pode levar a que não tenha sucesso.

 

Para evitar como solução final deitar para o lixo o "indesejado" item, pode deixar guardado na caixa das dúvidas por um determinado período de tempo.  

 

 

As dúvidas - Ficam sempre aqueles objetos que já não gostamos, mas também não o queremos dar ou vender porque são algum tipo de recordação, porque ainda está novo...porque... porque...porque. Existem vários motivos para o deixar ficar e outros tantos para o deixar ir e não conseguimos decidir. Separe uma caixa para as dúvidas. Estabeleça um período de tempo para manter aqueles objetos, pode decidir por ser um mês, dois, 6 meses, um ano, aquilo que lhe parecer melhor. 

 

Se durante esse período não voltar a usar ou a precisar daqueles itens pode realmente se desfazer deles. Atenção arrume a sua caixa das dúvidas em algum local onde não dificulte o acesso as coisas que efetivamente usa e que lhe estão a servir de momento.

Fazer da nossa familia minimalista

Decidimos seguir uma vida mais simples, longe da acumulação de bens desnecessários, num ambiente mais organizado e abandonar os nossos hábitos consumistas. Agora só falta que a aqueles que mais amamos e com quem partilhamos a nossa vida e a nossa casa não remem em sentido oposto. Mas nem sempre isso é fácil. 

 

Também não queremos ser os maluquinhos/as da organização, obrigando os nossos familiares a terem as suas roupas guardadas por cores e ordem cronológica de aquisição. Nem queremos começar a deitar os seus pertences fora, só porque não os usam há anos. 

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Seja uma inspiração

Não existe melhor maneira de influenciar os outros que nos tornando, nós próprios, numa inspiração. Se a sua família verificar que ter uma vida mais simples lhe tem ajudado e contribuído para o seu bem estar e quem sabe também para o deles, possam se sentir motivados a segui-lo/a neste caminho. Dê o exemplo mas não insista nem tente "obrigar" a serem mais minimalistas, isso pode levar a que reajam negativamente.

 

Peça ajuda 

Numa determinada zona da sua casa, faz um destralhe e organizou aquele espaço. Como não pretende que a acumulação se volte a instalar peça ajuda a família para que todos contribuam nesse sentido. Explique-lhes o motivo porque não pretende que aquela zona tenha novamente tralha. Ao compreenderem os seus objectivos mais facilmente vão querer ajudar.

 

Encontre o equilíbrio

A casa tem de funcionar para todos e a nosso ponto de vista minimalista pode não ser o ideal para algum dos elementos da nossa família. Devemos, por isso, tentar encontrar uma solução que mantenha o equilíbrio e que seja funcional para todos, mesmo que para si a solução não seja a ideal. 

 

Se a sua família não está interessada em deitar fora todo aquilo que não precisa ou a em reduzir o consumismo, bem ai não há muito que possa fazer. Concentre-se em si, naquilo que tem controlo e onde pode actuar. 

 

 

Entra um, sai outro

Nos tempos em que o consumismo desenfreado tomava conta de mim o meu marido, o minimalista nato cá de casa, colocou uma regra por forma a impedir a continua perda de espaço no nosso pequeno T1. "Sempre que comprares um par de sapatos, outro terá de sair"

 

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Como contra factos não há argumentos, pois a verdade é que já não tínhamos mais espaço onde arrumar sapatos, cumpri rigorosamente a "regra". 

 

Nunca os contei, mas é possível que entre tennis, sapatos de verão, inverno e alguns chinelos tivesse mais de 40 pares. Bem...agora que penso nisso e colocando em número percebo o seu "desespero".

 

A determinada altura foram introduzidas algumas alterações, passariam a sair dois pares de sapatos e como os meus pecados consumistas não passavam só pelos sapatos, a regra alastrou-se também a roupa. Entra uma peça sai outra.

 

Todo este meu padrão de consumo descontrolado teve o seu fim quando mudamos de casa e percebi que tinha coisas muito para além das necessárias (veja o post ,Não é falta de espaço, são coisas a mais AQUI). 

 

Atualmente mantemos esta máxima, entra um, sai outro. Aplicamos a várias coisas, desde roupa, sapatos, objectos decorativos, utensílios de cozinha e por ai em diante. 

 

Se precisamos de algo novo compramos mas não vamos manter o objeto antigo porque um dia, que pode nunca chegar, poderá ser útil. Se compramos algo que vá exercer uma nova função, não será necessário descartar nada. Para além disso, qualquer nova aquisição que façamos temos em conta o espaço disponível para acomodar a novidade.

 

Tentamos, desta forma, evitar a acumulação e a desordem. A verdade é que se não mantermos um determinado controlo sobre as nossas coisas elas acabam por crescer e crescer! Com este crescimento vem a perda de espaço e da organização, causando um enorme ruído em nossas casas. 

O que um Guarda-Roupa Cápsula pode ensinar

Aquisição quase constante de novas tendências, roupeiros a transbordar de roupa, sapatos amontoados, a desesperante sensação de não ter nada para vestir e a enorme necessidade de adquirir mais roupa nova. Reconhece-se neste padrão? 

 

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Neste meu caminho de Ter Menos para Ser Mais a alteração do padrão descrito passou pela criação de um Guarda-Roupa Cápsula. Para saber como fazer o seu veja aqui Guarda-Roupa Cápsula.

 

Recordando o conceito

40 peças roupa

3 meses 

sem fazer compras

 

Ao longo deste período é possível perceber algumas coisas:

 

A lei de Pareto

Segundo esta lei apenas usamos 20% das nossas roupas em 80% do tempo. Se fizer uma análise, facilmente, confirma que existem determinadas peças que veste um maior número de vezes. Essas peças serão, muito provavelmente, as suas favoritas e deverão fazer parte do seu guarda-roupa cápsula.

 

40 pode não ser o número

Não se sinta obrigado/a a ter, rigorosamente, as 40 peças de roupa. Se entender que precisa de 43 ou 50 não se limite. Por ouro lado, se acha que é possível viver com 30 peças de roupa, porque não o fazer? O número vai depender do seu estilo de vida, portanto do tempo que tem disponível para cuidar da sua roupa.

 

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Afinal é suficiente

Viver com as peças que selecionou vai lhe permitir perceber que não precisa de estar constantemente a adquirir roupa nova. A necessidade aguça o engenho, ou seja, o fato de não ter roupa nova para criar novos conjuntos vai lhe abrir um novo leque de possibilidades ao criar conjugações diferentes com as roupas que tem. Acredite, vai começar a olhar para a sua roupa de uma outra forma.

 

Estilo pessoal

Muitas vezes quando compramos as tendências não nos permitimos perceber, afinal, qual é o nosso estilo, com que tipo de roupas nos identificamos mais e com as quais nos sentimos, realmente, bem. A sua cápsula vai lhe dar acesso a este auto conhecimento e quando voltar a comprar uma nova peça de roupa, não só terá em conta o seu estilo pessoal, como todo o seu Guarda-Roupa.

 

É hoje que vai simplificar o seu Guarda-Roupa e a sua vida!? 

Não é falta de espaço, são coisas a mais

2016 foi o ano que iniciei o estilo de vida minimalista. Contudo, não acordei um dia de manhã e pensei que queria viver com menos coisas. Foram vários os motivos que me fizeram seguir neste sentido. Um deles foi a falta de espaço em casa.

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Vivi durante 3 anos num pequeno apartamento T1. Inicialmente o meu T1 era mais que suficiente e após finalizar a mudança ainda sobrou espaço. Contudo ao longo desses 3 anos os bens materiais foram crescendo e acumulando. O apartamento que parecia suficiente tornou-se pequeno demais.

 

Todos os armários, roupeiros e gavetas estavam completamente cheios. Comecei a usar o chão para arrumação e até uma pequena varanda passou a ser uma despensa. Tentei todas as formas de organização, adquiri caixas, sapateiras verticais, organizadores de gavetas e muitas outras coisas. A minha casa passou a ser uma fonte de stress porque simplesmente não percebia que era impossível organizar tralha.

 

Já tinha tomado a decisão que iria mudar de casa e a falta de espaço acabou por acelerar este processo. Quando escolhi a nova casa a minha principal preocupação foi o espaço e a arrumação que deveria ter. Adquiri um apartamento T2 onde qualquer uma das divisões é maior que no antigo T1 e tem a arrumação que considero necessária. 

 

Foi muito bom ter uma tela em branco, uma casa vazia onde podia começar do zero. Já estava decidido que ira ter uma decoração minimalista, que até à data, para mim o minimalismo era apenas isso, um estilo de decoração de interiores.

 

Mas logo nos primeiros meses percebi que afinal a nova casa não tinha assim tanta arrumação, pois já estava tão cheia como a casa anterior. Foi aqui que se deu o click, afinal não é falta de espaço, são coisas a mais.

 

Assim comecei a destralhar a minha casa. Dividi por divisões para que o processo não fosse demasiado cansativo e desmotivante. Aos poucos foi ganhando espaço e organizar tornou-se muito mais simples.

 

Atualmente, a manutenção é constante para que a acumulação de bens não se volte a instalar, mas cada dia que passa torna-se cada vez mais fácil.

 

Depois foi só usufruir de uma casa mais espaçosa, mais serena, mais limpa e organizada. Este local passou a ser uma fonte de bem estar e acreditem que, desde então, passo muito mais tempo em casa!

 

Este foi um dos motivos que me conduziu a uma vida mais simples. Rapidamente percebi os benefícios desta filosofia e inevitavelmente expandi para outras áreas da minha vida, tais como consumo, relações, compromissos, guardar-roupa...