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Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

As tendências e a sua comercialização

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Tudo aquilo que cria seguidores torna-se numa tendência. Tudo aquilo que se torna numa tendência é comercializado. 

 

A busca de novos estilos de vida que pretendem alcançar o bem estar pessoal e do planeta não surgiram hoje. Desde sempre que estamos nesta busca. A vida na presente sociedade exige, por si só, sacrifícios que têm em nós o efeito contrário daquilo que sempre procuramos. Por isso, hoje mais que nunca, procuramos estar bem! Mas existe um outro lado, o lado do aproveitamento comercial destas "novas" tendências. 

 

Tudo a nossa volta perpétua a ideia ilusória de que vamos obter a plenitude no consumo. Que aos atingirmos objetivos transitórios ofertados como promotores de felicidade vamos conseguir o desejado bem estar. A verdade é que hoje tudo pode ser vendido, ou comprado, até o bem estar. 

 

A utilização de conceitos como ecológico, sustentável, natural, orgânico, biológico, minimalista, vegan... são usados para criar os chamados, novos nichos de mercado. A realidade é que muitas vezes as marcas usam uma destas nomeações apenas como atrativo pois o aquilo que sustenta o conceito em si é completamente defraudado. 

 

Pegando no conceito do minimalismo, se vamos comprar roupa, calçado ou qualquer outro tipo de objeto, apenas, por ser minimalista estamos a dar uma facada naquilo que na realidade este estilo de vida é. 

 

A verdade é que com este aproveitamento e comercialização de tudo, do uso de marketing cada vez mais sofisticado e apurado em descobrir formas de nos colocar no caminho do consumismo, faz com que a grande maioria das vezes não sabemos exatamente aquilo que estamos a comprar.  Acabamos a usar um detergente com químicos prejudiciais a nós e ao ambiente apenas porque a embalagem é verde e anuncia se tratar de um produto ecológico.

 

Como podemos fugir a isto? Para mim esta fuga, apesar de difícil é possível e passa por procurar a informação. Estar informado é necessário pois só assim podemos saber aquilo que estamos a levar para a dentro das nossas casas. Dá trabalho? Sim dá, mas só nós podemos ter esse cuidado pois para a industria o principal objetivo é o lucro mesmo que isso ponha em causa premissas básicas e essências como a saúde e a conservação do meio ambiente. 

 

 

Sacos plásticos - 25 minutos nas nossas mãos, 400 anos no nosso planeta!

Sim é verdade em média usamos o saco plástico por uns curtos 25 minutos. Parece pouco mas basta pensar no percurso que fazemos entre o supermercado, onde adquirimos o saco, e a nossa casa onde o mesmo, muitas vezes, deixa de ter utilidade. 

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Não faz sentido, usar um saco ou outro qualquer objeto por 25 minutos quando este vai demorar entre 100 a 400 anos a se decompor no meio ambiente

 

Eu na minha condição humana, imperfeita e cheia de falhas tinha em casa imensos sacos reutilizáveis mas a verdade é que a grande maioria das vezes ia às compras e não os levava. Portanto acabava por comprar sacos no supermercado. Com isto tinha, também, em casa um enorme saco de plástico, ele próprio, cheio de sacos, saquinhos e sacões. Para além de ocuparem espaço em minha casa, não era a atitude mais correta perante o ambiente.

 

Tomei algumas medidas para mudar este padrão. Deixo as dicas que resultaram comigo.

 

  • Ter no carro uns quantos sacos reutilizáveis. Assim quando for às compras não há desculpas, tem sempre sacos dentro do carro. Evita assim gastar uns cêntimos a mais no supermercado. Após arrumar as compras, coloco os sacos junto à porta de casa para não me esquecer de voltar a coloca-los dentro do carro.

 

  • Ter dentro das suas malas, isto no caso das senhoras, pequenos sacos reutilizáveis de materiais que se dobrem facilmente como, por exemplo, de algodão. Assim não vão ocupar muito espaço nem pesam significativamente. Evitamos adquirir aqueles pequenos sacos nas lojas, que depois da primeira utilização acabam por não ter outra utilidade.

 

  • Nas lojas onde os sacos ainda são oferta, mesmo naquelas em que utilizam sacos de papel (que também não é a opção mais amiga do ambiente), recuse gentilmente e use aquele que estiver na sua mala. Apesar de ser oferecido pode evitar adquirir mais se o mesmo não lhe será mais útil que qualquer outro saco reutilizável que já possua. 

 

  • Agora não vamos deitar todos os sacos de plástico fora só porque queremos reduzir o seu uso. Vamos lhes dar o uso que lhes for possível até que os mesmos já não estejam em condições. Nessa altura é muito simples, basta colocar no ecoponto amarelo para reciclagem

 

Frustração vs Compras

Tem dias que as coisas não nos correm bem, que nos apetece desistir de tudo tamanha é a frustração que temos em cima dos nosso ombros. Sabem como é? 

 

Tive um dia desses, um dia em que tudo parece correr mal e queremos apenas desistir. Dei por mim onde? No centro comercial!!!

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Foi lá com a desculpa de dar uma volta para me distrair. Entrei numa loja, entrei em outra loja e penso para mim que não faz qualquer sentido estar ali se não preciso de comprar nada

 

Rapidamente e ainda mais chateada comigo própria, volto para o carro e retomo o caminho de regresso a casa. Neste dia revi o meu comportamento antigo onde a cada dia mau, a cada frustração corria para as compras para que uma qualquer peça de roupa me fizesse esquecer.

 

Naturalmente nós seres humanos perante uma frustração, ou seja, quando algo não atinge as nossas expectativas tendemos a procurar uma forma prazerosa de substituir essa sensação. Existe várias formas, uma delas pode passar por fazer compras.

 

Por outro lado o consumo pode ser visto como uma tentativa de auto expressão. Ao adquirir determinado objeto ou determinada roupa queremos passar uma imagem que julgamos adequada ou necessária quer para os outros quer para nós próprios.

 

Muitas  vezes achamos que uma tarde nas compras é a melhor "cura" para muitos dos nosso males  mas apenas estamos a nos socorrer do Ter para camuflar muitas das nossas fragilidades e inseguranças.

Onde andamos a gastar o nosso dinheiro

Diminuir o consumo é uma das prioridades do minimalismo. Inevitavelmente a par da diminuição do consumo vem uma casa com menos acumulação de objetos possibilitando uma melhor organização e consequentemente um reflexo positivo na sua carteira.

 

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Para que este principio se mantenha é importante começar por identificar aquilo que esta a comprar e que não precisa.

 

Por serem padrões que estão estabelecidos pode se mostrar uma tarefa difícil. Para identificar, no meu caso, onde estava o problema utilizei, durante um mês, uma aplicação gratuita para smartphone chamada "Gastos diários", que me permite manter um registo dos meus gastos mas também dos meus rendimentos.

 

Atualmente continuo a recorrer a esta aplicação pois também é possível ter acesso a relatórios diários, semanais ou mensais dos ganhos e consumos. Desta forma tenho sempre um registo que me permite ter um maior controlo sobre as despesas e dinheiro disponível.

 

A par deste registo estive, também, mais atenta ao interior da minha casa para verificar aquilo que estava a entrar em maior e desnecessária quantidade. 

 

Após identificadas as compras "pecaminosas" chegou a altura de estabelecer um prazo. Sugiro que não seja muito longo para evitar a desmotivação, um mês será o indicado para iniciar, mas se assim o acharem podem o fazer por 2, 3, 6 meses ou até por um ano.

 

Durante este período não deverão adquirir aqueles itens que já identificaram como sendo uma fonte de gastos dispensável na vossa vida. 

 

Entra um, sai outro

Nos tempos em que o consumismo desenfreado tomava conta de mim o meu marido, o minimalista nato cá de casa, colocou uma regra por forma a impedir a continua perda de espaço no nosso pequeno T1. "Sempre que comprares um par de sapatos, outro terá de sair"

 

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Como contra factos não há argumentos, pois a verdade é que já não tínhamos mais espaço onde arrumar sapatos, cumpri rigorosamente a "regra". 

 

Nunca os contei, mas é possível que entre tennis, sapatos de verão, inverno e alguns chinelos tivesse mais de 40 pares. Bem...agora que penso nisso e colocando em número percebo o seu "desespero".

 

A determinada altura foram introduzidas algumas alterações, passariam a sair dois pares de sapatos e como os meus pecados consumistas não passavam só pelos sapatos, a regra alastrou-se também a roupa. Entra uma peça sai outra.

 

Todo este meu padrão de consumo descontrolado teve o seu fim quando mudamos de casa e percebi que tinha coisas muito para além das necessárias (veja o post ,Não é falta de espaço, são coisas a mais AQUI). 

 

Atualmente mantemos esta máxima, entra um, sai outro. Aplicamos a várias coisas, desde roupa, sapatos, objectos decorativos, utensílios de cozinha e por ai em diante. 

 

Se precisamos de algo novo compramos mas não vamos manter o objeto antigo porque um dia, que pode nunca chegar, poderá ser útil. Se compramos algo que vá exercer uma nova função, não será necessário descartar nada. Para além disso, qualquer nova aquisição que façamos temos em conta o espaço disponível para acomodar a novidade.

 

Tentamos, desta forma, evitar a acumulação e a desordem. A verdade é que se não mantermos um determinado controlo sobre as nossas coisas elas acabam por crescer e crescer! Com este crescimento vem a perda de espaço e da organização, causando um enorme ruído em nossas casas. 

O que um Guarda-Roupa Cápsula pode ensinar

Aquisição quase constante de novas tendências, roupeiros a transbordar de roupa, sapatos amontoados, a desesperante sensação de não ter nada para vestir e a enorme necessidade de adquirir mais roupa nova. Reconhece-se neste padrão? 

 

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Neste meu caminho de Ter Menos para Ser Mais a alteração do padrão descrito passou pela criação de um Guarda-Roupa Cápsula. Para saber como fazer o seu veja aqui Guarda-Roupa Cápsula.

 

Recordando o conceito

40 peças roupa

3 meses 

sem fazer compras

 

Ao longo deste período é possível perceber algumas coisas:

 

A lei de Pareto

Segundo esta lei apenas usamos 20% das nossas roupas em 80% do tempo. Se fizer uma análise, facilmente, confirma que existem determinadas peças que veste um maior número de vezes. Essas peças serão, muito provavelmente, as suas favoritas e deverão fazer parte do seu guarda-roupa cápsula.

 

40 pode não ser o número

Não se sinta obrigado/a a ter, rigorosamente, as 40 peças de roupa. Se entender que precisa de 43 ou 50 não se limite. Por ouro lado, se acha que é possível viver com 30 peças de roupa, porque não o fazer? O número vai depender do seu estilo de vida, portanto do tempo que tem disponível para cuidar da sua roupa.

 

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Afinal é suficiente

Viver com as peças que selecionou vai lhe permitir perceber que não precisa de estar constantemente a adquirir roupa nova. A necessidade aguça o engenho, ou seja, o fato de não ter roupa nova para criar novos conjuntos vai lhe abrir um novo leque de possibilidades ao criar conjugações diferentes com as roupas que tem. Acredite, vai começar a olhar para a sua roupa de uma outra forma.

 

Estilo pessoal

Muitas vezes quando compramos as tendências não nos permitimos perceber, afinal, qual é o nosso estilo, com que tipo de roupas nos identificamos mais e com as quais nos sentimos, realmente, bem. A sua cápsula vai lhe dar acesso a este auto conhecimento e quando voltar a comprar uma nova peça de roupa, não só terá em conta o seu estilo pessoal, como todo o seu Guarda-Roupa.

 

É hoje que vai simplificar o seu Guarda-Roupa e a sua vida!? 

Natal - Espírito consumista

Estamos em dezembro e o acontecimento mais marcante deste último mês do ano é, sem dúvida, o Natal. Uma festividade cristã celebrada por grande parte dos portugueses.

 

Contudo, a realidade é que ano após ano o seguinte cenário repete-se: Listas de compras, correria as lojas, centros comercias completamente lotados, filas nas lojas, nos supermercados, no trânsito...

 

Algures por este caminho nos perdemos, aquilo que seria uma celebração cristã passou a ser um negócio que incentiva o consumismo desenfreado, tornando o mês de dezembro um dos mais lucrativos do ano.

 

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No outro dia ouvia alguém na rua a dizer “nesta época do ano, em comida e prendas gastamos 3 ordenados!”. Vale mesmo a pena? O que nos leva a gastar desta forma? É a falsa sensação de quanto mais melhor, da abundância e excesso que somos levados a acreditar ser sinónimo de felicidade.

 

E para quem não consegue alcançar estes padrões de felicidade aliados ao consumo? O Natal representa um momento de tristeza ou até mesmo de depressão.

 

Mas o Natal não é um festejo comercial é uma celebração da família. O mais importante é ter família e poder estar com essas pessoas!

 

Todo este gasto, acaba por se traduzir numa felicidade muito volátil. Rapidamente termina o ano, aquele presente que nos deram esta em um qualquer canto da casa, as nossas carteiras estão mais leves e os aumentos, característicos, do novo ano trazem-nos de volta a realidade.

 

Até que ponto vale apena apostar a felicidade numa caixa embrulhada com papel colorido e um laço no topo?

Ter MAIS Ser MENOS

Consumo consiste em comprar aquilo que é essencial, necessário para as nossas vidas. O consumismo é o gasto excessivo em bens que não nos fazem, de todo, falta. 

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Todos os dias somos bombardeados por publicidades que transmitem a ideia de que a aquisição de bens nos vai fazer sentir bem! Que vamos ser mais felizes, mais amados e valorizados pelos outros. A publicidade tem como objetivo criar, em nós, uma necessidade formando uma ideia de urgência para nos levar a adquirir algo rapidamente. Já reparou em todos os locais onde são colocadas publicidades levando a que seja, praticamente, impossível não as ver? 

 

Consequência disto e várias pesquisas mostram que quanto maior é a valorização dos bens matérias mais insatisfeitos e menos realizados nos tornamos. Por outro lado, tendemos a ter menos empatia e generosidade pelos outros quando o nosso foco são as coisas e o dinheiro. Algo semelhante acontece com o meio ambiente, tendemos a não nos preocupar com o facto dos nossos hábitos de consumo poderem prejudicar o meio ambiente e consequentemente todos nós. 

 

 

Natal sem excessos

Esta é uma época para a qual temos tendência para cometer alguns excessos.

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Presentes de Natal

Um deles são os presentes de natal. Já reparou que muitas vezes recebemos coisas que não gostamos, que não têm qualquer utilidade, que acabam em um qualquer canto da casa a ganhar pó. Para oferecer um presente realmente especial a alguém temos de conhecer bem essa pessoa. Agora pense, precisa mesmo de oferecer presentes a todas as pessoas que conhece? Porque não limitar e presentear apenas a família mais próxima, aqueles que realmente são especiais para si. 

 

Papel de embrulho

Continuando nos presentes de natal. Recorda-se de como ficam os lixos públicos no dia de natal? A abarrotar de  papel de embrulho e todos os outros desperdícios desta época. Precisamos mesmo de embrulhar todas as prendas? Porque não reutilizar sacos de papel, embrulhar as suas prendas em papel de jornal ou simplesmente não embrulhar. 

 

Jantar de Natal

Quem não adora aquele mesa de natal recheada de iguarias. Algumas das quais só comemos mesmo nesta quadra e tantas recordações nos trazem. Ao querermos fazer tudo, acabamos uma tarde inteira na cozinha e preparar 5 entradas, 3 pratos principais e 4 sobremesas. Precisa assim de tanta comida para apenas uma refeição? Porque não fazer, apenas, aquele prato especial que todos adoram. Limite a sua ceia de natal ao essencial. Desta forma, também evita cometer outro tipo de excessos que vão acabar por lhe "sair caros". 

Dicas para compras mais conscientes

Este texto vai ajuda-lo a tomar uma melhor decisão para fazer compras mais conscientes, responsáveis e minimalistas. Desta forma evita as compras compulsivas das quais pode acabar por se arrepender.

 

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Vá as compras com tempo e disponibilidade

Evite ir as compras com pouco tempo para tomar as suas decisões. Deve ter disponibilidade para ver vários produtos, comparando preços e qualidade e assim adquirir aquilo que melhor lhe vai servir. Por isso, também, não deve de comprar logo o primeiro produto que ver, até pode fazer uma pesquisa anteriormente para facilitar esta comparação.  

 

 

Aposte na qualidade

Como mencionado anteriormente é importante ter atenção a qualidade daquilo que adquirirmos, obviamente tendo em conta o que podemos pagar. Devemos de nos cercas de coisas que contribuem para a nossa vida e que têm uma boa durabilidade impedindo que, rapidamente, tenhamos de fazer um novo investimento

 

  

Pense no futuro

Algumas coisas que adquirimos precisam de muita manutenção, como por exemplo roupa ou eletrodomésticos. O objetivo é simplificar a nossa vida e portanto pense a longo prazo. Confirme se aquilo que vai adquirir vai simplificar a sua vida ou se tem disponibilidade para dar a manutenção que aquele item requer.

 

 

Evite o desperdício

Não se esqueça que somos responsáveis pelos resíduos que produzimos. Uma vida mais simples é muito mais alinhada com os nossos valores ambientais - uma vida mais simples significa uma pegada ecológica menor.