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Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

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Armário Cápsula de final de verão

1º passo para o desafio de 1 ano sem comprar roupa

04.09.25 | Vânia

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Desde 2016 que decidi simplificar a minha relação com a roupa. Foi nesse ano que comecei a criar um armário cápsula e, pouco a pouco, abracei um estilo de vida mais minimalista. Deixei de comprar roupa de forma desenfreada, sem pensar, e percebi que esse hábito trouxe inúmeros benefícios: menos gasto de dinheiro, mais clareza nas escolhas, menos tempo perdido a decidir o que vestir e, acima de tudo, mais leveza.

Durante a gravidez tive, curiosamente, o armário mais minimalista de sempre: vivia apenas com cerca de 20 peças. Foi simples, prático e libertador — uma prova viva de que precisamos de muito menos do que imaginamos.

Depois da maternidade, tudo mudou. O corpo e a mente transformaram-se, e com isso o meu estilo também. O meu armário deixou de ser cápsula e mergulhou numa profunda confusão. Durante anos, senti que já não me reconhecia nas peças que tinha. Foram 6 anos de processo, de muita mudança interior e exterior, até que, aos poucos, reencontrei um caminho mais alinhado com quem sou hoje. O meu estilo evoluiu e, com ele, o meu armário voltou, gradualmente, a ser um armário cápsula.

Hoje já não me prendo a números. Não quero ter 30 ou 40 peças só porque alguém disse que esse é o ideal. Para mim, isso seria tudo menos minimalista e nada ecológico — desfazer-me de peças apenas para alcançar um número seria incoerente com a ideia de consumo consciente.

Para iniciar o meu desafio de 1 ano sem comprar roupa, comecei exatamente por reorganizar o meu armário cápsula. Apesar de estarmos no final do verão, decidi construir um armário de transição, que me acompanha nesta fase entre estações e nesta nova etapa do desafio. 

 

Ao reorganizar o meu armário para começar o desafio de 1 ano sem comprar roupa, não contei quantas peças tenho. Neste momento, esse número não me interessa — o que importa é que ficaram apenas as peças que realmente uso e que fazem sentido para mim hoje.

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No armário estão:

  • as roupas que uso no dia a dia,
  • algumas peças menos frescas, ideais para esta fase de transição de estação,
  • e casacos, desde os mais leves até um mais quente, para as manhãs e noites frias que já se começam a sentir.

Toda a minha roupa e sapatos estão concentrados neste único espaço (o da foto). Isso faz com que escolher o que vestir seja simples e sem confusões — tudo o que ali está é o que realmente me serve, gosto e uso.

 

Durante este processo, também fiz questão de doar algumas peças. Eram roupas que já não me representavam:

  • algumas ainda do meu “antigo eu”, antes da maternidade,
  • outras compradas naquela fase em que o meu estilo estava numa completa confusão,
  • e ainda algumas que me foram dadas porque foram compras impulsivas de alguém, mas que nunca foram realmente o meu estilo (e que, na verdade, eu nem devia ter aceite).

 

Agora, ao abrir o armário, sinto-me mais leve. O espaço reflete quem sou hoje e está preparado para me acompanhar nesta nova etapa: um ano inteiro a viver com o que já tenho, sem compras, com foco no essencial.

 

Mais do que um exercício de estilo, este processo tem sido uma viagem de autoconhecimento e de reencontro com o essencial.

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