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Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

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A dificuldade do desapego

31.12.16, Vânia Carranca

Ao longo deste meu percurso em busca da simplicidade, uma das coisas que se tem mostrado mais difícil é praticar o desapego. Não consigo identificar exatamente aquilo que me fez, em tempos, apegar a determinados objetos mas tenho encontrado formas de tornar esta tarefa mais fácil.

 

Tenho, por isso, andando mais atenta e em conversas com amigos e familiares ouvi muitas histórias de apego e desapego.

 

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A prenda de casamento

Um lindíssimo e enorme faqueiro com banho de prata oferecido no dia de casamento. Mais de 30 anos se passaram e o belo faqueiro nunca foi usado. Tudo este tempo foi mantido cuidadosamente guardado numa despensa. Prioritariamente foram usados faqueiros mais modestos. Passadas todos estes anos para além de desatualizado e com alguns danos do tempo, a pena sobrepõem-se e continuam sem ser usados.

 

O objeto decorativo

Guardado dentro de um armário, um barco em loiça com base de madeira, robusto e pesado. Já teve o seu lugar de destaque devido a sua modernidade de outros tempos. Hoje em dia já não há identificação com o objeto mas não existe também a coragem para desapegar e continua guardado num armário.

 

O casaco vermelho

Vermelho, quente e dispendioso casaco de inverno. Devido a sua beleza não houve resistência e foi comprado. Mais de uma década se passou mas o casaco nunca foi usado. Por ser tão adorado nunca houve coragem suficiente nem ocasião indicada para usufruir da desta compra.

 

A cana de pesca

A reforma estava para breve e todos os hobbies para os quais não tinha tempo podiam agora ser colocados em prática. A esposa, amavelmente, oferece a cana de pesca desejada, o último modelo, assim como, muitos outros utensílios necessários. Chegada a reforma e apesar de nunca sido usada, a reforma da cana de pesca também chegou.

 

Pessoalmente encarei o desapego das coisas não como uma perda de algo irreparável mas sim como uma oportunidade para algo novo. Ao dar o devido uso, oferecer quando já não uso, vender ou simplesmente deitando fora, não significa que não dou valor aqueles objetos ou as recordações associadas a eles.

 

Apenas valorizei na devida altura e quanto às recordações ou sentimentos, desses não preciso me desapegar e não ocupam qualquer espaço!

 

Por vezes, continua a ser difícil mas qualquer escolha implica uma perda, mas também implica um ganho!

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