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Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Seg | 06.09.21

A respiração perfeita

Vânia

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Alguns livros de Yoga dizem que temos um número de respirações pré-definido na nossa vida. E portanto, quando atingirmos o nosso total de respirações disponíveis a nossa vida irá cessar.

 

Pode ser uma afirmação um pouco radical, no entanto, estudos realizados em doentes cardíacos confirmaram que os pacientes que tinham o menor número de ciclos respiratórios por minuto (1 ciclo = 1 inspiração+ 1 expiração) apresentavam uma maior longevidade. 

 

Para que isto nos faça algum sentido basta confirmarmos que quando estamos nervosos, ansiosos, frustrados ou cansados a nossa respiração é mais frequente, portanto temos um maior número de ciclos respiratórios por minuto. Uma respiração mais rápida é também ela mais superficial e por isso menos eficiente a nível de obtenção de bons níveis de oxigénio e energia.  

 

Quando estamos tranquilos, serenos, calmos, a dormir por exemplo, a nossa respiração é mais pausada e profunda e respiramos, por isso, menos vezes por minuto. Fazemos respirações mais profundas oxigenando melhor os pulmões e o cérebro.

 

O ideal seria que respirássemos sempre pausadamente durante todo o dia, infelizmente a vida real não o permite, pois temos situações de stress diariamente. O importante é ter consciência dessas alterações e ter as ferramentas para regressar a uma repiração mais equilibrada. Aqui o Yoga tem uma ferramenta poderosa, os pranayama, exercicos respiratórios. Não só estes exercícios permitem aumentar a capacidade pulmonar como ajudam a reduzir o número de ciclos respiratórios por minuto. 

 

Um adulto em média respira entre 12 a 20 vezes por minuto, no entanto segundo alguns estudos uma frequência de respiração de 6 ciclos por minuto é resaturadora e relaxante tanto para o corpo como para a mente.

 

É este o chamado "número mágico" que através do treino de pranayama facilmente se consegue alcançar. Em estados meditativos é ainda possível chegar ao valor de 3 ciclos por minuto, são respirações profundamente prolongadas e pausadas, contudo não deverá ser um objetivo não mostrando evidências de benefícios. 

 

A mensagem principal que pretendo deixar é o poder da nossa respiração e do facto de a podermos controlar em prol do nosso bem-estar.

 

Namastê 

Qui | 02.09.21

Destralhe digital

Primeira semana

Vânia

Imagem de Ylanite Koppens por Pixabay

Confesso que os primeiros dias foram, não diria difíceis, mas sem dúvida que faltava-me algo. Faltava-me ter ali à distância de “um braço” uma fonte constante de novidades.

 

Dei por mim a mexer demasiadas vezes no telemóvel esquecendo-me que já não tinha as redes sociais ativas. E por isso ficava aborrecida nos tempos mortos como uma criança sem brinquedos. Confesso que isso irritou-me e levou-me a questionar porque que precisava de estar sempre ocupada, quando muitas das vezes essa ocupação constante me deixava exausta e até me retirava tempo a coisas muito mais importantes.

 

Numa tentativa inconsciência de me manter ocupada dei por mim a consultar muito mais notícias e o Pinterest como forma de acesso as tais novidades a que o meu cérebro estava habituado. Decidi que não iria eliminar estas aplicações e que as iria consultar apenas quando quisesse pesquisar algo em concreto e não apenas para me entreter a ver fotos e notícias com ou sem interesse. Terei que adquirir aqui mais disciplina.

 

Ao final de 3 ou 4 dias o telemóvel deixou de ser tão interessante para mim e por isso não andava com ele sempre comigo em casa. Deixava-o muitas vezes em outra divisão porque este já não representava uma forma de distração.

 

Por outro lado dei por mim a tirar fotos e a pensar, que aquela foto seria bonita para publicar ao mesmo tempo que já pensava numa legenda. Como não a iria publicar fiz uma reflexão. Porque que queria expor aquele meu momento, ou um momento da minha família na internet? Mesmo que para amigos, apesar daqueles 300, talvez meia dúzia sejam efetivamente amigos com os quais gostaria de partilhar algo da minha vida. Porque iria expor aquele momento, mesmo sendo um momento bonito?

 

Para já, com apenas uma semana, o balanço é positivo. Passei a estar mais presente nas situações simples do dia a dia, mais presente para brincar com a minha filha, mais presente e com mais tempo para outras tarefas que me permitem aumentar a minha qualidade de vida diária porque esse tempo não está ocupado a olhar para um ecrã.


Por aqui continuo nos meus 30 dias de minimalismo digital!!

 

Qua | 01.09.21

De que material precisa para praticar Yoga

Vânia

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O yoga é realmente uma atividade simples e minimalista e assim sendo aquilo que é, realmente essencial é um tapete de Yoga. No entanto existem outros materiais que podem beneficiar a prática ajudando na execução dos asana (posturas) e aumentando o conforto.

 
 

Tapete de Yoga

O tapete do Yoga vai delimitar a zona onde vamos trabalhar e deve ter como principal caraterística ser antiderrapante. Para um maior conforto deve ter alguma espessura (no mínimo 8 mm). Um tapete mais espesso pode dificultar na realização de posturas de equilíbrio, a meu ver, no entanto esta possibilidade fica compensada pelo conforto que se obtém na realização de outras posturas, nomeadamente em posturas deitado. Tapetes mais finos (entre 1,5 mm e 5 mm) são essencialmente para serem transportados, no caso de viagem por exemplo, por serem mais leves. No entanto não fornecem o conforto necessário às articulações como os joelhos e os pulsos.

 

Blocos

Os blocos são estruturas esponjosas e firmes que permitem em algumas posturas em que a flexibilidade não é suficiente dar-nos um apoio. Com a ajuda dos blocos evitamos colocar a coluna em posições incorretas e é nos fornecido o apoio suficiente para realizar determinadas posturas que sem o apoio não seriam possíveis, como por exemplo Trikonasana. No Yin Yoga é um poderoso aliada para a realização de posturas de repouso, tal com a almofada.

 

Apoio para os joelhos

Os joelhos são uma articulação bastante sensível e protegê-los nunca será demais. O tapete já é em si uma forma de apoio e conforto para estas zonas. Estes apoios, também esponjosos, permitem dar um maior conforto à articulação do joelho enquanto se realiza algumas posturas em que o seu suporte é solicitado. Adquiri estes apoios durante a gravidez, com o aumento do peso característico desta fase, asana cujo joelhos eram solicitado ficavam assim mais protegidos, sendo que o tapete pode não ser o suficiente para dar o conforto desejado. Patologias do joelho, nomeadamente artrose também beneficiam com este tipo de suporte extra.

 

Meias antiderrapantes

Se tivermos um tapete já por si antiderrapante a utilização de meias não será necessário, no entanto, em épocas do ano mais frias pode ser desconfortável praticar descalço e para isso pode-se recorrer ao uso destes acessórios. Para além de nos aquecerem, o uso de antiderrapantes evita acidentes.

 

Fita

A fita tal como os blocos ajuda-nos quando a flexibilidade não é ainda suficiente. A fita permite manter uma postura mais correta, na execução de determinados asana, por outro lado, ela própria ajuda-nos a aumentar a nossa flexibilidade ao auxiliar tocarmos em determinados estruturas que sem a ajuda da fita não conseguiríamos. Por exemplo Paschimottanasana.

 

Zafu, almofada

Se após a prática de Yoga pretende ficar alguns ou vários minutos a meditar a almofada de meditação ou Zafu vai ser, sem dúvida, uma grande aliada. Não só aumenta grandemente o conforto, aumentando o sucesso e o tempo de meditação como melhora o alinhamento da coluna porque ao elevar a anca permite a aproximação dos joelhos do chão na postura de lótus, caso adotemos esta na meditação.

 

Manta

No caso de pretender fazer um relaxamento guiado na postura de Savasana ou até uma meditação longa uma pequena manta pode ajudar a aumentar o seu conforto pois este tipo de práticas fazem com que a nossa temperatura corporal diminua levando-nos a sentir frio.

 

Namastê!