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Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Qua | 26.02.20

Meditação para pessoas ocupadas

Vânia

Imagem de Irina L por Pixabay

Os seres humanos meditam há mais de 2500 anos. O que nos levou a meditar há milénios atrás não é o mesmo que nos conduz, atualmente, nesta prática e a verdade é que não temos à disposição o mesmo tempo que os nossos antepassados.

 
Não precisamos de começar a meditar, imediatamente, por uma hora para obter os vários benefícios da meditação. Podemos começar, hoje mesmo, por meditar por apenas 5 minutos! É aconselhável que o aumento do tempo de meditação seja realizado de forma gradual. Portante começa já hoje, 5 minutos por dia...
 
 
 
5 minutos por dia nem sabe o bem que lhe fazia!

Imagem de Irina L por Pixabay

 

- Sente-se de pernas cruzadas no chão/cama ou numa cadeira mantendo pés pousados no chão. Coloque as mãos sobre as pernas com as palmas viradas para cima. Alinhe a coluna vertebral, afaste os ombros e mantenha a nuca direita sem criar tensões.
 
-Descontraia, relaxe um pouco nesta posição e deixe a sua respiração fluir sem tentar controlar-la. Não pense sobre a sua respiração, simplesmente a observe.
 
-Mantenha a concentração na respiração e em todos os movimentos e aspectos que a envolvem (movimentos do tórax, barriga, peito, temperatura do ar que entra e que saí, ritmo, amplitude).
 
-Sempre que a sua concentração abandonar a respiração e seguir os seus pensamentos, que não vão parar de surgir uns atrás dos outros, não se preocupe. Serenamente retorne a sua atenção, novamente, para a respiração.
 
 
Esta meditação, baseada no foco na sua própria respiração permite o aumento e melhoria da sua concentração, sendo ela própria a base da grande maioria das meditações.
 
Namastê!
Seg | 24.02.20

O Yoga, o Minimalismo e Eu!

Vânia

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Já fez contas ao dinheiro que gasta todos os meses em objetos, roupas, sapatos, entre muitas outras coisas das quais não precisa? Já fez contas ao tempo que perde na manutenção, limpeza e arrumação desses mesmos objetos dos quais não precisa?

 
Para quem desconhece o conceito de minimalismo não é mais que reduzir aquilo que é realmente necessário e que acrescenta valor as nossas vidas. Desde objetos, as relações, aos compromissos, as emoções ou aos pensamentos.
 
Vivemos numa época de consumo e devido a constante publicidade é despertado em nós uma necessidade de TER, no entanto mesmo após termos tantas coisas em nossas vidas, acabamos sempre com a sensação que tudo nos falta.
 
 

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O minimalismo entrou na minha numa altura em que fiquei, por opção própria, desempregada. Era uma grande consumidora sobretudo de moda e no primeiro dia em que fiquei em casa sem emprego, a minha grande questão era, como vou agora comprar roupa e sapatos novos? Absolutamente ridículo! Tinha o suficiente para manter as minhas necessidades básicas satisfeitas pelo tempo suficiente para encontrar um novo emprego, porque havia de estar preocupada em comprar sapatos novos?

 
Foi por esta altura que descobri o minimalismo e consegui fazer, de imediato, um paralelismo com a filosofia do Yoga que, na altura, já fazia parte da minha vida.
 
Se existe prática minimalista, essa prática é o Yoga, não precisamos de nada, basta o corpo, a mente presente e a respiração. Conseguimos trabalhar tudo, parte muscular, parte fisiológica, sistema imunitário, emoções, bem-estar, isto tudo em qualquer lugar, em qualquer altura apenas usando o nosso próprio corpo.

 

O Yoga ensina a parar, ensina a gratidão, ensina como as coisas simples nos podem realmente fazer felizes. No minimalismo aprendemos a valorizar aquilo que temos e a ter uma maior consciência do que realmente nos faz falta desapegando daquilo de que não precisamos.

 
Não foi só eu que descobri estes pontos em comum, existem inúmeros Blogues cujos temas se centram exclusivamente no Yoga e/ou na meditação e no minimalismo.
 
Estas duas filosofias ensinaram-me que já tenho tudo aquilo que preciso para ser feliz!
 
Namastê!
Qua | 19.02.20

Qual a melhor altura do dia para a prática do Yoga?

Início do dia/final do dia

Vânia

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Ao fazeres Yoga logo de manhãzinha vais sentir a tua energia no máximo, depois de uma noite de merecido descanso. A mente está "limpa" e mais disponível, contudo, os teus músculos estão mais rígidos e com menor flexibilidade devido as horas inativas durante a noite. No entanto, no final da prática, vais sentir ainda com mais energia e coragem para enfrentar o dia.

 
Quando praticas Yoga na parte da tarde, a tua flexibilidade vai estar mais facilitada e pode te ajudar a reduzir o stress acumulado . Por outro lado pode ser mais difícil manter o foco porque tens todos os acontecimentos do dia ainda na tua mente. O cansaço físico não ajuda a alcançar algumas das posturas mais exigentes, contudo, no final vale sempre a pena, porque depois de uns minutos de relaxamento a sensação é de restauração da energia.
 

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O mais importante quando praticas Yoga, ou qualquer outra atividade, é realmente pratica-lo independentemente da hora ou altura do dia. É natural que tenhas de ter em consideração a tua rotina que envolve, entre muitas outras coisas, o teu horário de trabalho. E a verdade é que se for algo de que realmente gostas de fazer vais acabar por encontrar sempre tempo!
 
Tradicionalmente o Yoga era praticado de manhã e em jejum, assim aconselha, a medicina Ayurveda. Tanto uma prática mais suave e restaurativo como o Yin Yoga, óptima para terminar o dia. Como uma prática dinâmica como a Saudação ao Sol ou um Vinyasa são excelentes formas de começar um novo dia.
 
Namastê!
Seg | 17.02.20

Meditação em movimento

Kinhin, passeio Zen

Vânia

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Muitas vezes me dizem que a meditação, apesar de ser algo que gostariam de experimentar, por serem pessoas muito ativas não se sentem capazes de o fazer. Compreendo, nem sempre tenho, também, está predisposição para estar parada. É aqui que faço Kinhin ou o passeio Zen.
 
Trata-se de uma prática Budista, mais precisamente do Budismo Zen, que consiste numa meditação dinâmica. O foco é o simples, e natural, ato de caminhar concentrando a nossa mente neste movimento e na respiração.
 
O Kinhin é praticado para aliviar a rigidez resultante de longas sessões de meditação sentada que os budistas praticam e este passeio pode ser feito dentro ou fora de casa. O mais importante é escolher um local calmo, sem multidões onde possa relaxar.
 
 
Passo a Passo

Imagem de StockSnap por Pixabay

Planei o seu percurso, mesmo que realize a meditação em casa, assim durante a sessão não tem que tomar essa decisão evitando distrações.

 
Adquira uma postura vertical onde a sua coluna permaneça alinhada, os cotovelos ligeiramente afastados do tronco e comece a andar devagar, sinta cada passo, foque a sua concentração nos seus pés, cada movimento, cada sensação quando pisa o chão.
 
 
Concentre-se também na sua respiração que deve se realizar sem esforço e de forma natural. Mantenha o olhar em frente enquanto toda a sua concentração está nos seus passos e na sua respiração. Pode ir aumentando a velocidade com que caminha mantendo sempre os seus pontos de foco presentes (passos e respiração).Termine quando se sentir preparado/a.
 
Agora já não há desculpas para não meditar porque não gosta de estar longos período sentado/a. Aproveite e faça um passeio, uma caminhada ativa enquanto medita e recupera o seu bem-estar e se livra do stress.
 
Namastê!