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Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

60 dias de Guarda-Roupa Cápsula

Dois meses se passaram, com 40 peças e sem adquirir roupa nova...bem nem tudo foi assim!

 

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Neste momento tenho 45 peças de roupa na minha cápsula. O que aconteceu? 

 

Algumas das peças que inicialmente separei, ao fim de um mês não as tinha, ainda, usado e portanto regressei ao fundo do meu sommier e troquei por outras das quais tinha sentido falta, acabando  também por "resgatar" 4 peças. 

 

Estas trocas e "resgates" reflete o facto do nosso Guarda-Roupa Cápsula (veja aqui como fazer o seu GRC) nos permitir perceber melhor qual é o nosso estilo, quais são as cores que mais usamos e qual é o corte que nos favorece. Neste seguimento, aconselho a que não se "livrem" de imediato das vossas roupas pois existe a forte possibilidade de as quererem de volta.

 

No natal foi-me oferecida uma nova camisola, contudo ao saberem do meu projeto minimalista foi questionada, primeiramente, que blusa me faria falta e que cor se iria encaixar melhor para que a nova peça de roupa fosse "bem-vida".

 

Quanto as compras ou melhor à ausência delas, ao contrário daquilo que esperava não tem sido nada difícil (veja aqui como fazer compras mais conscientes). Simplesmente não compro roupa nova porque tenho a noção de que aquilo que atualmente possuo é perfeitamente suficiente. Sabemos que olhos que não veem coração que não sente e perante esta máxima reduzi drasticamente os meus passeios pelos centros comerciais.  Quando lá preciso de ir não entro em tudo quanto é loja, continuo a gostar de ver as montras mas se não tenho nada para comprar não preciso de entrar

 

Neste momento já consigo identificar roupas que "faltam" no meu GRC por outro lado também consigo identificar que tipo de peças estão em excesso.

 

Apesar disto não vou adquirir novas peças até que outras estejam em condições, ou fora delas, para sair do meu roupeiro. Ai, sim, poderei adquirir novas peças de roupa dentro daquilo que são as minhas necessidades reais

 

Onde andamos a gastar o nosso dinheiro

Diminuir o consumo é uma das prioridades do minimalismo. Inevitavelmente a par da diminuição do consumo vem uma casa com menos acumulação de objetos possibilitando uma melhor organização e consequentemente um reflexo positivo na sua carteira.

 

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Para que este principio se mantenha é importante começar por identificar aquilo que esta a comprar e que não precisa.

 

Por serem padrões que estão estabelecidos pode se mostrar uma tarefa difícil. Para identificar, no meu caso, onde estava o problema utilizei, durante um mês, uma aplicação gratuita para smartphone chamada "Gastos diários", que me permite manter um registo dos meus gastos mas também dos meus rendimentos.

 

Atualmente continuo a recorrer a esta aplicação pois também é possível ter acesso a relatórios diários, semanais ou mensais dos ganhos e consumos. Desta forma tenho sempre um registo que me permite ter um maior controlo sobre as despesas e dinheiro disponível.

 

A par deste registo estive, também, mais atenta ao interior da minha casa para verificar aquilo que estava a entrar em maior e desnecessária quantidade. 

 

Após identificadas as compras "pecaminosas" chegou a altura de estabelecer um prazo. Sugiro que não seja muito longo para evitar a desmotivação, um mês será o indicado para iniciar, mas se assim o acharem podem o fazer por 2, 3, 6 meses ou até por um ano.

 

Durante este período não deverão adquirir aqueles itens que já identificaram como sendo uma fonte de gastos dispensável na vossa vida. 

 

Destralhar

Este é para mim o primeiro passo a dar no sentido do minimalismo e de uma vida mais simples. Podemos destralhar tudo na nossa vida, as nossas rotinas, as nossas relações, os nossos compromissos , a nossa casa... Para mim a casa foi o ponto de partida e depois tudo o resto acabou por vir com naturalidade.

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Ao destralhar, separe as coisas que já não pretende que façam parte da sua casa minimalista em 3 grupos:

 

Para ir fora - Coloque todos os objetos partidos, danificados, rasgados ou avariados. Todos os materiais que seja possível reciclar coloque nos locais adequados para o efeito. 

 

Exceções - Se aquilo que esta estragado tem concerto e tem disponibilidade para o arranjar sendo que depois lhe vai ser, novamente, útil então deve de o fazer. Se não tiver essa disponibilidade mas sabe de quem possa ter e precise desse objeto, muito bem questione se essa pessoa tem interesse. 

 

 

Dar ou vender - Pode o fazer a todos os objetos que se encontrem em boas condições. Pode doar a instituições, ou dar aos seus amigos ou familiares. Atenção apenas dê as suas coisas caso as pessoas mostrem interesse em ficar com elas, não é muito correto destralhar a nossa casa e mandar a tralha para casa dos outros.

 

Para a venda pode usar sites destinados a esse efeito, contudo pode deparar-se com um problema, mesmo com preços muito simbólicos ninguém comprar. Por vezes aquilo que já não nos é útil pode também não ser útil a outras pessoas e a facilidade de comprar novo e algum estigma em adquirir objetos usados pode levar a que não tenha sucesso.

 

Para evitar como solução final deitar para o lixo o "indesejado" item, pode deixar guardado na caixa das dúvidas por um determinado período de tempo.  

 

 

As dúvidas - Ficam sempre aqueles objetos que já não gostamos, mas também não o queremos dar ou vender porque são algum tipo de recordação, porque ainda está novo...porque... porque...porque. Existem vários motivos para o deixar ficar e outros tantos para o deixar ir e não conseguimos decidir. Separe uma caixa para as dúvidas. Estabeleça um período de tempo para manter aqueles objetos, pode decidir por ser um mês, dois, 6 meses, um ano, aquilo que lhe parecer melhor. 

 

Se durante esse período não voltar a usar ou a precisar daqueles itens pode realmente se desfazer deles. Atenção arrume a sua caixa das dúvidas em algum local onde não dificulte o acesso as coisas que efetivamente usa e que lhe estão a servir de momento.

Fazer da nossa familia minimalista

Decidimos seguir uma vida mais simples, longe da acumulação de bens desnecessários, num ambiente mais organizado e abandonar os nossos hábitos consumistas. Agora só falta que a aqueles que mais amamos e com quem partilhamos a nossa vida e a nossa casa não remem em sentido oposto. Mas nem sempre isso é fácil. 

 

Também não queremos ser os maluquinhos/as da organização, obrigando os nossos familiares a terem as suas roupas guardadas por cores e ordem cronológica de aquisição. Nem queremos começar a deitar os seus pertences fora, só porque não os usam há anos. 

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Seja uma inspiração

Não existe melhor maneira de influenciar os outros que nos tornando, nós próprios, numa inspiração. Se a sua família verificar que ter uma vida mais simples lhe tem ajudado e contribuído para o seu bem estar e quem sabe também para o deles, possam se sentir motivados a segui-lo/a neste caminho. Dê o exemplo mas não insista nem tente "obrigar" a serem mais minimalistas, isso pode levar a que reajam negativamente.

 

Peça ajuda 

Numa determinada zona da sua casa, faz um destralhe e organizou aquele espaço. Como não pretende que a acumulação se volte a instalar peça ajuda a família para que todos contribuam nesse sentido. Explique-lhes o motivo porque não pretende que aquela zona tenha novamente tralha. Ao compreenderem os seus objectivos mais facilmente vão querer ajudar.

 

Encontre o equilíbrio

A casa tem de funcionar para todos e a nosso ponto de vista minimalista pode não ser o ideal para algum dos elementos da nossa família. Devemos, por isso, tentar encontrar uma solução que mantenha o equilíbrio e que seja funcional para todos, mesmo que para si a solução não seja a ideal. 

 

Se a sua família não está interessada em deitar fora todo aquilo que não precisa ou a em reduzir o consumismo, bem ai não há muito que possa fazer. Concentre-se em si, naquilo que tem controlo e onde pode actuar. 

 

 

Entra um, sai outro

Nos tempos em que o consumismo desenfreado tomava conta de mim o meu marido, o minimalista nato cá de casa, colocou uma regra por forma a impedir a continua perda de espaço no nosso pequeno T1. "Sempre que comprares um par de sapatos, outro terá de sair"

 

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Como contra factos não há argumentos, pois a verdade é que já não tínhamos mais espaço onde arrumar sapatos, cumpri rigorosamente a "regra". 

 

Nunca os contei, mas é possível que entre tennis, sapatos de verão, inverno e alguns chinelos tivesse mais de 40 pares. Bem...agora que penso nisso e colocando em número percebo o seu "desespero".

 

A determinada altura foram introduzidas algumas alterações, passariam a sair dois pares de sapatos e como os meus pecados consumistas não passavam só pelos sapatos, a regra alastrou-se também a roupa. Entra uma peça sai outra.

 

Todo este meu padrão de consumo descontrolado teve o seu fim quando mudamos de casa e percebi que tinha coisas muito para além das necessárias (veja o post ,Não é falta de espaço, são coisas a mais AQUI). 

 

Atualmente mantemos esta máxima, entra um, sai outro. Aplicamos a várias coisas, desde roupa, sapatos, objectos decorativos, utensílios de cozinha e por ai em diante. 

 

Se precisamos de algo novo compramos mas não vamos manter o objeto antigo porque um dia, que pode nunca chegar, poderá ser útil. Se compramos algo que vá exercer uma nova função, não será necessário descartar nada. Para além disso, qualquer nova aquisição que façamos temos em conta o espaço disponível para acomodar a novidade.

 

Tentamos, desta forma, evitar a acumulação e a desordem. A verdade é que se não mantermos um determinado controlo sobre as nossas coisas elas acabam por crescer e crescer! Com este crescimento vem a perda de espaço e da organização, causando um enorme ruído em nossas casas. 

Como ter uma cozinha minimalista

Sabe aquelas imagens de cozinhas espaçosas, limpas e organizadas que achamos só existirem, mesmo, numa bela fotografia? É possível ter uma cozinha de catálogo, para isso basta manter apenas o essencial.

 

A cozinha tem importantes funções, é o local onde guardamos, preparamos e comemos os alimentos. Esta divisão, deve por isso, facilitar a realização destas funções mas também ser um local agradável para partilhar com a família.

 

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Para começar

Retire tudo o que tiver em cima da sua bancada de cozinha e da sua mesa de refeições e visualize esse agradável espaço. O objetivo é não perder esse espaço e por isso deve de o ocupar com o menor número possível de objetos.

 

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A mesa de cozinha

Por ser uma superfície plana muitos objetos acabam por lá ir parar e quando chega a hora de colocar a mesa para as refeições tem de retirar esse sem número de coisas. Tente evitar isso mantenha, por exemplo, apenas um objeto decorativo.

 

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Na bancada

Na bancada deixe, apenas, os utensílios e pequenos eletrodomésticos que usa diariamente.  Eu sei, quantos de nós já caiu na tentação de comprar a maquina do pão, de gelados, o processador de alimentos e a o robot de cozinha e rapidamente percebeu que o tempo de manutenção exigido não compensava o tempo oferecido perante a sua utilização.  

 

Opte por eletrodomésticos multifunções que, efetivamente, facilitem a sua vida na hora de cozinhar. Já sabe se não usa, venda, ofereça a um amigo ou familiar que queira, pois aquilo que para si pode não ser útil para outros poderá ser. 

 

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Sabe aqueles 24 frascos de especiarias que tem na sua bancada? Ou o esmagador de batata e o de alho, a espátula, a escumadeira, a pinça... Quantos deles, realmente, usa diariamente? Mantenha apenas esses. Pode optar por uma arrumação de parede que lhe permite manter a bancada livre. 

 

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Chão

Outra superfície plana onde, por vezes, parece ser o local ideal para deixar alguma coisa que não sabemos onde arrumar. Para além de roubar espaço a sua cozinha pode, também, ser um obstáculo a circulação. Deixe o chão livre, visualmente vai dar a sensação de um maior espaço disponível.

 

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Manutenção

Agora que reduziu os objetos na sua cozinha ao essencial vai ter, para além, de um maior e mais agradável espaço para confecionar e usufruir das suas refeições, a tarefa de limpar e arrumar bem mais facilitada. 

 

Pronto/a para usufruir da sua cozinha minimalista!?

 

O que um Guarda-Roupa Cápsula pode ensinar

Aquisição quase constante de novas tendências, roupeiros a transbordar de roupa, sapatos amontoados, a desesperante sensação de não ter nada para vestir e a enorme necessidade de adquirir mais roupa nova. Reconhece-se neste padrão? 

 

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Neste meu caminho de Ter Menos para Ser Mais a alteração do padrão descrito passou pela criação de um Guarda-Roupa Cápsula. Para saber como fazer o seu veja aqui Guarda-Roupa Cápsula.

 

Recordando o conceito

40 peças roupa

3 meses 

sem fazer compras

 

Ao longo deste período é possível perceber algumas coisas:

 

A lei de Pareto

Segundo esta lei apenas usamos 20% das nossas roupas em 80% do tempo. Se fizer uma análise, facilmente, confirma que existem determinadas peças que veste um maior número de vezes. Essas peças serão, muito provavelmente, as suas favoritas e deverão fazer parte do seu guarda-roupa cápsula.

 

40 pode não ser o número

Não se sinta obrigado/a a ter, rigorosamente, as 40 peças de roupa. Se entender que precisa de 43 ou 50 não se limite. Por ouro lado, se acha que é possível viver com 30 peças de roupa, porque não o fazer? O número vai depender do seu estilo de vida, portanto do tempo que tem disponível para cuidar da sua roupa.

 

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Afinal é suficiente

Viver com as peças que selecionou vai lhe permitir perceber que não precisa de estar constantemente a adquirir roupa nova. A necessidade aguça o engenho, ou seja, o fato de não ter roupa nova para criar novos conjuntos vai lhe abrir um novo leque de possibilidades ao criar conjugações diferentes com as roupas que tem. Acredite, vai começar a olhar para a sua roupa de uma outra forma.

 

Estilo pessoal

Muitas vezes quando compramos as tendências não nos permitimos perceber, afinal, qual é o nosso estilo, com que tipo de roupas nos identificamos mais e com as quais nos sentimos, realmente, bem. A sua cápsula vai lhe dar acesso a este auto conhecimento e quando voltar a comprar uma nova peça de roupa, não só terá em conta o seu estilo pessoal, como todo o seu Guarda-Roupa.

 

É hoje que vai simplificar o seu Guarda-Roupa e a sua vida!? 

Não é falta de espaço, são coisas a mais

2016 foi o ano que iniciei o estilo de vida minimalista. Contudo, não acordei um dia de manhã e pensei que queria viver com menos coisas. Foram vários os motivos que me fizeram seguir neste sentido. Um deles foi a falta de espaço em casa.

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Vivi durante 3 anos num pequeno apartamento T1. Inicialmente o meu T1 era mais que suficiente e após finalizar a mudança ainda sobrou espaço. Contudo ao longo desses 3 anos os bens materiais foram crescendo e acumulando. O apartamento que parecia suficiente tornou-se pequeno demais.

 

Todos os armários, roupeiros e gavetas estavam completamente cheios. Comecei a usar o chão para arrumação e até uma pequena varanda passou a ser uma despensa. Tentei todas as formas de organização, adquiri caixas, sapateiras verticais, organizadores de gavetas e muitas outras coisas. A minha casa passou a ser uma fonte de stress porque simplesmente não percebia que era impossível organizar tralha.

 

Já tinha tomado a decisão que iria mudar de casa e a falta de espaço acabou por acelerar este processo. Quando escolhi a nova casa a minha principal preocupação foi o espaço e a arrumação que deveria ter. Adquiri um apartamento T2 onde qualquer uma das divisões é maior que no antigo T1 e tem a arrumação que considero necessária. 

 

Foi muito bom ter uma tela em branco, uma casa vazia onde podia começar do zero. Já estava decidido que ira ter uma decoração minimalista, que até à data, para mim o minimalismo era apenas isso, um estilo de decoração de interiores.

 

Mas logo nos primeiros meses percebi que afinal a nova casa não tinha assim tanta arrumação, pois já estava tão cheia como a casa anterior. Foi aqui que se deu o click, afinal não é falta de espaço, são coisas a mais.

 

Assim comecei a destralhar a minha casa. Dividi por divisões para que o processo não fosse demasiado cansativo e desmotivante. Aos poucos foi ganhando espaço e organizar tornou-se muito mais simples.

 

Atualmente, a manutenção é constante para que a acumulação de bens não se volte a instalar, mas cada dia que passa torna-se cada vez mais fácil.

 

Depois foi só usufruir de uma casa mais espaçosa, mais serena, mais limpa e organizada. Este local passou a ser uma fonte de bem estar e acreditem que, desde então, passo muito mais tempo em casa!

 

Este foi um dos motivos que me conduziu a uma vida mais simples. Rapidamente percebi os benefícios desta filosofia e inevitavelmente expandi para outras áreas da minha vida, tais como consumo, relações, compromissos, guardar-roupa...