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Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Seres sociais / Redes sociais

Aquilo que nos define como cidadãos deste mundo passa por ter um documento identificativo, como o Cartão de Cidadão, no caso do nosso país. Mas no moderno século XXI não é apenas isto, é fundamental para a nossa existência fazermos parte de uma ou várias redes sociais.

 

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Chegamos a um determinado ponto em que a vida online é mais importante que a vida offline, passamos mais tempo a falar da nossa vida nas redes sociais do que realmente a vive-la.

 

Vidas perfeitas, em torno de fotos bonitas e padronizadas, que fazemos questão de partilhar diariamente com amigos, família, colegas e até com desconhecidos. Contudo, sabemos que são uma grande ilusão, ninguém é tão feliz quanto faz questão de parecer nas redes sociais.

 

Porque tentamos mostrar algo que não somos a pessoas que muitas das vezes não nos são próximas, importantes ou conhecidas?

 

No meio desta esquizofrenia ainda temos a sensação de que estamos gradualmente a perder a nossa privacidade e o direito a ela, quando somos nós próprios a escancarar as portas das nossas vidas e da nossa intimidade, algumas das vezes arrastando pessoas próximas sem que elas o tenham consentido.

 

Por outro lado enchemos os nossos egos sob a quantidade de likes ou comentários que recebemos. Mediamos a nossa popularidade pela quantidade de “amigos” nas redes sociais como se estivéssemos viciados e necessitados da aprovação alheia.

 

Temos inúmeras formas de comunicar ao nosso alcance mas manter um diálogo é cada vez mais difícil. Entramos no mundo do individualismo onde o conceito de coletividade cada vez perde mais o seu significado, onde estamos gradualmente a perder a interação com o outro.

 

Somos seres sociais, precisamos de pessoas com quem interagir, interagir presencialmente.

 

Agora não podemos culpar as redes sociais por esta perda de valores que estamos a sofrer, mas nelas temos uma vitrina daquilo que nos estamos a tornar enquanto sociedade.

 

Não estaremos desesperados por atenção, não estaremos carentes do contacto com outras pessoas? Humanos precisam do contacto com outros Humanos!

 

 

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