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Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

Ter Menos Ser Mais

Encontre nas coisas simples a liberdade, a felicidade e a intencionalidade da vida

A dificuldade do desapego

Ao longo deste meu percurso em busca da simplicidade, uma das coisas que se tem mostrado mais difícil é praticar o desapego. Não consigo identificar exatamente aquilo que me fez, em tempos, apegar a determinados objetos mas tenho encontrado formas de tornar esta tarefa mais fácil.

 

Tenho, por isso, andando mais atenta e em conversas com amigos e familiares ouvi muitas histórias de apego e desapego.

 

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A prenda de casamento

Um lindíssimo e enorme faqueiro com banho de prata oferecido no dia de casamento. Mais de 30 anos se passaram e o belo faqueiro nunca foi usado. Tudo este tempo foi mantido cuidadosamente guardado numa despensa. Prioritariamente foram usados faqueiros mais modestos. Passadas todos estes anos para além de desatualizado e com alguns danos do tempo, a pena sobrepõem-se e continuam sem ser usados.

 

O objeto decorativo

Guardado dentro de um armário, um barco em loiça com base de madeira, robusto e pesado. Já teve o seu lugar de destaque devido a sua modernidade de outros tempos. Hoje em dia já não há identificação com o objeto mas não existe também a coragem para desapegar e continua guardado num armário.

 

O casaco vermelho

Vermelho, quente e dispendioso casaco de inverno. Devido a sua beleza não houve resistência e foi comprado. Mais de uma década se passou mas o casaco nunca foi usado. Por ser tão adorado nunca houve coragem suficiente nem ocasião indicada para usufruir da desta compra.

 

A cana de pesca

A reforma estava para breve e todos os hobbies para os quais não tinha tempo podiam agora ser colocados em prática. A esposa, amavelmente, oferece a cana de pesca desejada, o último modelo, assim como, muitos outros utensílios necessários. Chegada a reforma e apesar de nunca sido usada, a reforma da cana de pesca também chegou.

 

Pessoalmente encarei o desapego das coisas não como uma perda de algo irreparável mas sim como uma oportunidade para algo novo. Ao dar o devido uso, oferecer quando já não uso, vender ou simplesmente deitando fora, não significa que não dou valor aqueles objetos ou as recordações associadas a eles.

 

Apenas valorizei na devida altura e quanto às recordações ou sentimentos, desses não preciso me desapegar e não ocupam qualquer espaço!

 

Por vezes, continua a ser difícil mas qualquer escolha implica uma perda, mas também implica um ganho!

Balanço - 2016 Minimalista

Por estes dias em que o 2016 está prestes a terminar, inevitavelmente fazemos um balanço do que se passou. Enche-mo-nos de esperança de que o novo ano seja melhor e fazemos promessas sobre todas os pontos onde queremos fazer diferente, onde queremos fazer melhor!

 

Sem ter planeado, este ano foi um ano de uma grande mudança para mim. Decidi ter uma vida mais simples, uma vida com mais intencionalidade. Retirei o meu foco das coisas e coloquei-o nos momentos, nas pessoas importantes, nas experiências e na felicidade!

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Como retorno desta mudança de paradigma vieram muitas coisas boas. O minimalismo é como uma árvore que se bem cuidada pode dar muitos frutos.

 

Vejam alguns dos frutos que colhi este ano

 

- Perco menos tempo na limpeza e arrumação da casa 

- Ganhei mais espaço 

- A minha casa passou a ser uma fonte de bem estar

- Valorizo mais as coisas que tenho 

- Cuido melhor das minhas coisas 

- Abandonei os meus hábitos consumistas 

- As minhas compras são mais conscientes e ponderadas

- Afastei-me de pessoas tóxicas 

- Deixei de me importar com aquilo que os outros podem pensar 

- Deixei de dar importância as tendências

- Priorizo aquilo que me faz sentir bem

- Consegui poupar mais dinheiro 

- Valorizo mais a minha família e o tempo que passo com ela

- Ganhei mais tempo para as coisas importantes

 

Continuarei a cuidar desta minha árvore no ano 2017 na esperança de colher novos, coloridos e saborosos frutos!!

 

Viver com um minimalista

Depois de iniciar esta minha jornada no minimalismo percebi que há anos vivia com um minimalista, o meu marido

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Ele insiste sempre para não colocar mais coisas em cima dos móveis, prefere objetos com corte direito e monocromático (veja como ter uma casa minimalista AQUI).

 

Antes de comprar algo pesquisa bastante, compara preços, qualidade, funções, mais valias e consegue adquirir o melhor produto pelo melhor preço. Tem um enorme cuidado com os bens que adquire dando lhes a manutenção necessária para prolongar o seu tempo de vida. 

 

Quando fiz o meu Guarda-Roupa Cápsula (veja como fazer o seu AQUI) expliquei-lhe, com um enorme entusiasmo, do que se tratava. Teria apenas 40 peças para usar durante 3 meses e não poderia comprar mais nenhuma peça de roupa neste período. Ele respondeu-me muito serenamente. "Isso é o que eu faço há anos!"

 

A verdade é que toda a roupa dele é bastante versátil, são peças neutras, lisas e com cortes simples. Posso dizer que nos últimos 4 anos vi o meu marido ir as compras para comprar roupa apenas quatro vezes, sim 4 vezes. Nestas 4 vezes comprou duas camisas, dois pares de calças, dois pares de calções e um par de sapatos. 

 

Já imaginaram em 4 anos comprar apenas um par de sapatos? Pois, ele é mesmo minimalista! 

 

Não percebo como não me iniciei neste estilo de vida antes, mas penso que também devido a sua influência ingressei neste caminho que agora tem um nome - minimalismo!

Mala de viagem Cápsula

Construi o meu Guarda-Roupa Cápsula (Veja como construir o seu AQUI) há 37 dias e desde então que o estou a testar. O tempo que demoro a escolher a roupa diminuiu, não só porque reduzi as minhas opções de escolha mas também porque toda a roupa está visível e organizada. 

 

Contudo, chegou sexta-feira e um grande desafio, pelo menos para mim. Fazer a mala para passar o fim-de-semana fora. É sempre uma "dor de cabeça" escolher a roupa que vou levar e o que acontece, muitas das vezes, é chegar ao destino e não ter a roupa adequada e necessária para a ocasião ou até para as condições meteorológicas.

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Consultei a previsão meteorológica local e construi dois conjuntos para os dois dias que iria estar fora. No total fiquei com 7 peças na minha mala: 1 leggins, 1 camisa, 2 blusas de malha e 2 casacos. No dia da viagem levava vestido 1 calça de ganga, 1 camisa, 1 colete e 1 botas. No total tinha 10 peças (incluíndo o calçado).

 

Com a minha mala cápsula de 7 peças, para além dos 2 conjuntos para cada um dos dois dias mais o conjunto que vestia no dia da viagem, conseguia construir mais 4 conjuntos. Qualquer um destes 7 se adequaria as possíveis condições meteorológicas, ocasiões ou simplesmente ao meu estado de espírito nesse dia. Bem e 7 conjuntos para 3 dias, sem qualquer sombra de dúvidas, é mais do que suficiente. 

 

Uma das grandes vantagens de fazer a mala de viagem cápsula foi conseguir transportar tudo em apenas uma pequena mala de mão, pois para além da roupa é necessário transportar outros bens pessoais e desta forma havia espaço suficiente para tudo o que era necessário. 

 

Outra das vantagens foi no regresso a casa. Antigamente tinha uma mala cheia de roupas, grande maioria delas sem qualquer uso, para colocar novamente no armário e nas gavetas.

 

Desta vez, desfazer a minha mala, foi tão simples como colocar o saco de roupa usada para lavar e arrumar 1 par de calças e 1 blusa novamente na gaveta. Demorou 2 minutos. 

 

Foi tão simples e revelador, afinal não preciso de viajar com 25 peças de roupa na minha mala para estar bem. Para além disso, tanto no destino como no regresso a casa fiquei com mais tempo para aproveitar aquilo que realmente é importante.

Natal - Espírito consumista

Estamos em dezembro e o acontecimento mais marcante deste último mês do ano é, sem dúvida, o Natal. Uma festividade cristã celebrada por grande parte dos portugueses.

 

Contudo, a realidade é que ano após ano o seguinte cenário repete-se: Listas de compras, correria as lojas, centros comercias completamente lotados, filas nas lojas, nos supermercados, no trânsito...

 

Algures por este caminho nos perdemos, aquilo que seria uma celebração cristã passou a ser um negócio que incentiva o consumismo desenfreado, tornando o mês de dezembro um dos mais lucrativos do ano.

 

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No outro dia ouvia alguém na rua a dizer “nesta época do ano, em comida e prendas gastamos 3 ordenados!”. Vale mesmo a pena? O que nos leva a gastar desta forma? É a falsa sensação de quanto mais melhor, da abundância e excesso que somos levados a acreditar ser sinónimo de felicidade.

 

E para quem não consegue alcançar estes padrões de felicidade aliados ao consumo? O Natal representa um momento de tristeza ou até mesmo de depressão.

 

Mas o Natal não é um festejo comercial é uma celebração da família. O mais importante é ter família e poder estar com essas pessoas!

 

Todo este gasto, acaba por se traduzir numa felicidade muito volátil. Rapidamente termina o ano, aquele presente que nos deram esta em um qualquer canto da casa, as nossas carteiras estão mais leves e os aumentos, característicos, do novo ano trazem-nos de volta a realidade.

 

Até que ponto vale apena apostar a felicidade numa caixa embrulhada com papel colorido e um laço no topo?

Guarda-Roupa Cápsula - inverno

O inverno aproxima-se, porque não aproveitar o início desta estação para fazer o seu Guarda-Roupa Cápsula(veja como fazer o seu aqui).

 

30 Peças são o suficiente! Para construir o maior número possível de conjugações, as peças tal como no exemplo, podem ter como base tons neutros, corte direito e simples e tecidos lisos sem desenhos ou estampados.

 

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 Imagens: Polyvore

 

Todas as peças da imagem combinam entre si, isto permite a este Guarda-Roupa Cápsula (veja como fazer o seu aqui) uma enorme versatilidade. O número reduzido de peças permite introduzir na sua vida a simplicidade que procurava. 

 

Acredite não vai ser nada aborrecido ver quantos conjuntos vai conseguir construir ao longo de todo o inverno. 

 

Os minimalistas não se preocupam com...

Seguir o minimalismo permite-nos retirar dos nossos, atarefados dias, algumas preocupações. Não acredita? Então veja: 

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1 – A opinião dos outros

Abraçar uma filosofia minimalista nos dias que correm é como seguir em sentido oposto. Preocupamo-nos muito sobre o que os outros pensam de nós, daquilo que vestimos, da casa onde moramos ou aquilo que fazemos. A verdade é que fazemos melhores escolhas quando deixamos de nos preocupar com o que os outros podem, ou não, pensar de nós.

 

2 – As tendências

Não é gasta energia na constante busca da novidade. O importante é apostar na qualidade dos bens adquiridos e adquirir aquilo que se precisa e nada mais. Isto não significa que não se esteja atento as tendências, contudo, o foco está nas necessidades e estilo pessoais sobretudo porque muitas destas tendências têm uma duração temporal muito curta.

 

3 – Com decisões

Muitas vezes gastamos o nosso poder limitado de toma de decisões em detalhes. Como escolher pela manhã a roupa que vestir, em procurar a carteira ou as chaves do carro, o que comer pela manhã... Quando reduzimos as nossas coisas ao essencial e as organizamos estamos a excluir possibilidades de escolha desnecessárias e que apenas dificultam as nossas decisões.

 

4 – Com objetos que já não usam

Já parou para pensar toda a manutenção que aqueles objetos que já não usa exigem. Tem que os manter organizados, arrumados e limpos. É preciso mesmo todo este gasto do seu tempo e energia para objetos dos quais, simplesmente, já não precisa. Pratique o desapego, não precisa de guardar tudo aquilo que um dia já foi necessário. Guarde aquilo que, atualmente, sustenta a pessoa que é e tem utilidade na sua vida.

Como organizar o seu quarto minimalista

O nosso quarto tem duas principais funções. É onde dormimos e onde trocamos de roupa. Sendo o descanso muito importante para nós, este local deve de o promover e facilitar.

 

Para que isso seja possível não podemos ter um espaço sobrecarregado de objetos, móveis ou roupa. Deve de ser um espaço que transmite serenidade, fácil de arrumar e limpar e com uma manutenção que não despenda demasiada da nossa energia

 

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Móveis

Os nossos quartos devem de cumprir estas duas funções, o descanso e a troca de roupa. Portanto vamos precisar, inevitavelmente, de uma cama e de móveis para a arrumação. Do meu ponto de vista isso será o essencial. Quais os móveis que vai utilizar para colocar a roupa fica ao seu critério. Podem ser mesas de cabeceira, cómodas, estantes, baús, roupeiros etc. 

 

Pode também usar o seu quarto para se pentear e maquilhar, podendo ter por isso a móvel para esse fim. Pode precisar de ter também no seu quarto uma zona de escritório. Pessoalmente penso ser um contra senso ter uma área de trabalho no local onde descansamos. Mas claro, não tendo outra opção tente harmonizar ambos os espaços da melhor forma.

 

Agora um fator muito importante, antes da aquisição de qualquer móvel verifique bem as medidas para evitar ocupar muito espaço do quarto. Deve de ter espaço suficiente para circular e desfrutar deste local.

 

 

Superfícies 

Muito bem, agora que já tem os seus móveis essências e se certificou que tem espaço para circular livremente no seu quarto vamos aos objetos decorativos. Tente não ultrapassar os 4 objetos por superfície. Claro, que isto vai depender do tamanho da superfície.

 

Por exemplo, as mesas de cabeceira deverão ter apenas objetos que lhe são úteis, eventualmente, um candeeiro, um despertador, o livro que esta a ler ou subtuir qualquer um destes por um objeto decorativo.

 

No caso de ter um toucador para se pentear e maquilhar evite ter essa superfície cheia de produtos. Tenha um lugar para cada coisa, por forma, a que estejam facilmente acessíveis para o caso de serem usados diariamente, mas que não estejam a vista de todos.

 

Para o caso de ter uma secretária no quarto faça o mesmo processo, mantenha o espaço arrumado e desimpedido. Imagine tentar dormir com aquela pilha de folhas em cima da sua secretária.

 

 

Organização

Para facilitar a arrumação da sua roupa faça um seu Guarda-Roupa Cápsula. A sua cápsula deve ter entre 30 a 40 peças de roupa que serão suficientes para uma estação do ano. Desta forma, irá limitar o seu número de peças de roupa às suas favoritas e as mais versáteis que tem. Se mantiver o seu Guarda-Roupa Minimalista basta arrumar as suas roupas corretamente dobradas e ao abrir o seu roupeiro ou as suas gavetas conseguirá visualizar todas as roupas que tem facilitando a sua escolha.

 

Mantenha mais próximo as roupas da estação presente e nos locais mais difíceis de chegar, dentro do seu roupeiro, as roupas de outras estações que não esta a usar e as roupas de cama. 

 

No que toca a organização no interior dos seus móveis é importante que tenha um local para arrumar cada objeto ou peça de roupa e depois do seu uso, assim que puder, voltar a local o objeto no seu devido espaço.

 

 

Manutenção

Antes de mais faça a sua cama todos os dias é o passo fundamental para entrar no seu quarto e ter aquela sensação apaziguadora. Acredite que ao ter muito poucos objetos decorativos vai facilitar muito a limpeza das superfícies e tornar este processo bastante mais rápido.

 

Como já referi tenha um lugar para cada coisa e tente manter cada coisa no seu lugar. Não digo que assim que acaba de usar a sua roupa a deve de colocar imediatamente no roupeiro e respetivas gavetas, mas não deve deixar a confusão se instalar.

 

Assim que poder volte a colocar tudo no seu lugar e vai verificar que com esta pequena manutenção diária não vai precisar de tirar aquela tarde toda de sábado para limpar o seu quarto e voltar a arrumar todo nos devidos locais.

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